Saudações aos leitores do blog. Hoje
falaremos um pouco sobre a inserção de novos alimentos no nosso dia a dia.
Hoje observamos um aumento de tipos de
plantas, grãos, verduras nas prateleiras dos supermercados ou nas feiras, e
também nas dietas e recomendações de nutricionistas e profissionais de saúde.
Vemos hoje Quinoa, Amaranto, Blueberry, Goji berry, uma infinidade de chás e
outros temperos e produtos. Isso ajuda as pessoas a conhecerem novos sabores e
buscarem complementar a alimentação, tornando uma refeição mais rica e
colorida, trazendo grandes benefícios do ponto de vista nutricional. Porém, essas plantas novas que foram citadas acima, tem um
preço elevado por terem baixa produção ou serem importadas

Figura 1 - Blueberry (Mirtilo)
Com o consumo dessas novas plantas, também
se abrem as portas ao produtor, pois cria-se assim, um novo mercado e muitas
espécies podem ser adaptadas, ou já são, ao nosso clima e serem cultivadas por
aqui. E o preço mais elevado pode garantir uma diversificação e um aumento de
rendimento ao produtor.
A adaptação de uma planta a um novo clima
pode ser um processo difícil, pode exigir um grande trabalho, desde
melhoramento e de criação de variedades, até uma simples elaboração do correto
manejo da nova cultura. Essa adaptação pode não ser perfeita e a cultura exigir
uma grande quantidade de insumos, a fim de forçar a planta produzir, o que pode
gerar impactos no ambiente ou até mesmo, contaminar o alimento como acontece em
muitos casos, devido a necessidade do uso de mais produtos químicos no combate
de pragas e doenças. Temos diversas plantas adaptadas, como a couve, berinjela
e pimentão e casos de excessos de produtos e insumos nos cultivos destas, que
são muitas vezes feitos em época errada, aumentam a fragilidade dessas plantas
ao ambiente daqui. Dados da Anvisa são limitados a poucas culturas, e o último
levantamento foi em 2012, porém, olhando esses dados somados a de outros grupos
de pesquisas da área, vemos um nível de contaminação alarmante dos alimentos.
Um outro ponto é que o Brasil possui uma
das maiores biodiversidades do mundo, e assim podemos encontrar diversos tipos
de frutas, folhas, flores e grãos, que também podem ter um alto valor nutricional,
como no caso do caju, que tem bastante vitamina C, assim como a acerola, que
também possui outros compostos antioxidantes e o açaí. Têm-se um trabalho maior
para se explorar, catalogar e domesticar plantas nativas, mas a adaptabilidade das
condições locais poderia facilitar sua produção e sua qualidade, além de ajudar
na diversificação da alimentação. Esse trabalho necessário tem sido
desenvolvido com as PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), que muita
gente acha que é um simples “mato”, mas que pode esconder plantas nutritivas
como a beldroega, a serralha e até medicinais como o quebra-pedra.

Figura 2 - Uvaia, fruto nativo
da Mata Atlântica
Figura 3 - Não é açaí, e sim
Jussara, fruto nativo da Mata Atlântica
A questão aqui não é criticar as plantas
"estrangeiras", pois elas são bem-vindas tanto no âmbito da nutrição
como de produção, e sim, tentar mostrar que além destas, existem outros
alimentos dentro da nossa própria natureza que não estamos dando o devido valor
e que também podem entrar em nossa dieta, aumentando assim, a possibilidade de
uma alimentação saudável, uma produção mais sustentável e com menos resíduos de
produtos químicos e mais acessível à população.
Algumas frutas nativas pouco exploradas se
encontram aqui:
http://www.nodeoito.com/11-frutas-da-mata-atlantica-que-todo-brasileiro-deveria-conhecer/
E maiores informações sobre PANCs pode ser
visto aqui : http://www.jardimdomundo.com/e-essa-planta-da-para-comer/
Aqui o link do PARA (Programa de Análise
de Resíduos de Agrotóxicos):
http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/Anvisa+Portal/Anvisa/Inicio/Agrotoxicos+e+Toxicologia/Assuntos+de+Interesse/Programa+de+Analise+de+Residuos+de+Agrotoxicos+em+Alimentos
http://cupeid.com/lista-da-anvisa-dos-alimentos-com-maior-nivel-de-contaminacao/







